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| Obrigado Carlos Lopes |
Lá estive, para a visita anual à “Mãe”, embora sem outro objectivo que não fosse o enorme prazer de marcar presença e “passear” naqueles 21km onde desfilaram mais de mil pessoas que partilham do mesmo gosto que eu pela Corrida, entre as quais pude saudar muitos amigos.
A Organização continua em grande. Acho até que tem apresentado algumas melhorias nos últimos anos, o que é de louvar e faz-nos acreditar que a longevidade da “Mãe” continuará a ser uma certeza.
Sobre a minha prova fi-la sem preocupações. E sem relógio, mais uma vez. Porquê? Porque descobri que o relógio gera sempre alguma pressão ao obrigar a que percorramos o mesmo espaço em cada minuto que passa. Mas, para além da relatividade entre o espaço e o tempo, há um outro factor que, quanto a mim, tamabém entra nesta "relação" e é o mais importante : a resposta do nosso organismo.
Ou seja: querer fazer os primeiros 10Km a 5’/Km pode ser muito bom, ou pode ser muito mau, em função do estado em que lá chegamos. Da mesma forma, pode ser rápido andarmos a 5’/Km e lento a 4,45’/Km. É claro que isto é uma verdade de La Palisse, mas é comum esquecermo-nos dela. Assim, passei a ter como única referência, o meu estado para fazer uma corrida agradável.
Assim foi , hoje, na Nazaré em que, não fossem os tempos de passagem que nos eram ditados de 5 em 5Km, só no final saberia se fiz um tempo bom ou mau. Mas sabia sempre que tinha feito uma boa corrida. Por falar em tempos de passagem, se não me falha a memória, foram
23,30; 47,50; 1,12; 1,36 e terminei com 1,41,15.
A chuva, principalmente a partir dos 14Km, foi nossa companheira, chovendo copiosamente na altura da chegada e no percurso até onde tinha o carro, que me serviu de abrigo e de … balneário.
Parabéns a todos aqueles que, mesmo com as condições climatéricas tão duras, conseguiram preparar esta excelente Prova, que é a grande referência das Provas de Estrada em Portugal e faz parte do meu historial enquanto corredor (orgulhosamente, devo ser das pessoas que mais vezes ali correu, pois desde a 4ª Edição, falhei apenas umas 3 ou 4).


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