Terminei o meu ano de corridas, com a 4ª S. Silvestre de Lisboa, menos de 24h depois da dos Olivais.
Gostei.
A tarde estava convidativa para correr pelo coração de Lisboa rodeado de milhares de companheiros e companheiras. Sabia que o tempo feito na véspera (46,30), num percurso bastante mais acidentado, me aconselhava a uma certa contenção.
O meu dorsal tinha a anotação de “40” – queria isto dizer - vim a saber depois - que deveria entrar para a zona da partida na porta destinada aos sub-40. Como não tinha esse objectivo (nem podia) e não querendo ser empecilho para ninguém, resolvi entrar na porta dos Sub-50, pois aí, já estaria de acordo com a minha condição. Porém, o zeloso segurança, não me permitiu entrar! Ainda disse que se fosse ao contrário é que seria de impedir, mas assim… ! Inflexível, não autorizou e eu, obedientemente, lá fui para a porta dos sub-40. O segurança estava a cumprir a sua função, pois ninguém lhe terá dito que poderia haver atletas credenciados com um tempo rápido que quisessem entrar para um sector mais lento. Mas pronto, entrei na porta certa e vim para junto da divisória dos sub-50.
A partida, junto aos Restauradores, foi feita a descer e, apesar de correr em pelotão compacto, passo o 1º Km em 4,20, segundo informação do João Hébil, pois eu deixei de correr com relógio. Era muito rápido e eu sabia que dali a mais 2 ou 3Km teria de reduzir o andamento. Sem saber, estava a correr ao lado do Pedro Ferreira, quando ele, em Santa Apolónia, me diz :-“Já assobias…!” . Ai não... As minhas expirações sibilantes, eram as minhas “campainhas” para abrandar. Retorno à Praça do Comércio, subida pela Rua da Prata, Rossio, Restauradores (passagem pela Meta) ,subida da Av. Liberdade. Vejo a placa “Não te assustes com a subida”. Rotunda do Marquês de Pombal, subida da Fontes Pereira de Melo e retorno no Saldanha. Nova placa: “ Prego a fundo, Agora é sempre a descer”. Tinha, era que haver pernas. Se perdi algumas posições a subir, não notei que as tivesse perdido na descida. Acho até que consegui ganhar algumas. Lá está a Meta: 46,39 (46,21 t.chip). Classifiquei-me em 633º.
Reparei que sou totalista desta Prova :
1ª Edição (2008) 44,59 -530º (entre 1798)
2ª Edição (2009) 46,40 -691º (entre 3037)
3ª Edição(2010) 45,32 – 651º (entre 3552)
4ªEdição (2011) 46,21 – 633º (entre 2451)
Gostei muito da Prova, pois tem uma boa estrutura organizativa e boa animação. Fiquei surpreendido com o decréscimo no número de participantes, pois tive a ideia (talvez porque neste novo percurso, nos cruzámos durante mais tempo com os outros atletas) de que havia mais gente este ano. Enganei-me, pois a quebra de 1/3 demonstra que a Organização cometeu um erro crasso ao optar pela data de 31 de Dezembro, que, por tradição pertence à SS da Amadora que tem os seus participantes fiéis e que não viram com bons olhos esta sobreposição evitável. Claro que há sempre aqueles que, tendo ainda uma hora para se fazerem transportar até à Amadora, iriam a ambas, mas esses “gloriosos malucos” não chegaram para que Lisboa deixasse de ser afectada. Tenho que reconhecer que esta quebra de Lisboa, foi a penalização pela má opção na escolha da data e talvez um certo “convencimento” prematuro que atingiu um patamar de onde nunca desceria. Certamente serão retiradas daqui importantes ilaações.
Se não está em causa a qualidade organizativa deste grande evento, já não se pode dizer o mesmo em relação ao respeito pelas Organizações que, ainda que mais modestas, andam cá há muitos anos …”a virar frangos”.
Apesar deste deslize (ainda, de certa forma, remediado com a antecipação da hora –se não seria pior) esta fabulosa Organização, está de Parabéns pela excelente Prova que nos proporcionou e com que terminei 2011.
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