O Fascínio da Freita


Decidi-me. A Freita não vai ser ainda para este ano. No entanto, não fico indiferente a esta extraordinária prova que vai realizar-se a 30 de Junho e relembro a minha participação em 2010. Com nostalgia, pois claro.




Era a Serra da Freita, o Éden do Sálvio

Que um dia o chamou num desafio atlético

Correndo e caminhando por catorze léguas.



Às quatro da manhã com centos de noctívagos

Saíu do Merujal a multidão com lâmpadas

P’ra iluminar, no escuro, os caminhos graníticos

Que encantam os passantes com seu brilho mágico.



Saltou ou tropeçou em passo pouco rápido,

E subiu as encostas quase sem ter fôlego

Desceu na vertical como se fosse ébrio.



Molhou-se nos riachos e bebeu da água

Descalçou os ténis e com os pés húmidos

Retemperou seu corpo, respirou de alívio

E prosseguiu a rota cumprindo o calvário.



Atravessou aldeias que hoje são desérticas

E que já floresceram graças ao volfrâmio

E terras que são belas mas também inóspitas.



Parou lá num planalto agradecendo a dádiva

De ter no horizonte paisagens idílicas

E o tempo que passou não era o do relógio.



Apercebeu-se então que o seu exercício

Já durava há nove horas, mais que o tempo máximo

Que alguma vez pensou durar a resistência

E na Póvoa das Leiras declarou o términos.



Voltou ao Merujal na carrinha da Câmara

Atalhando o caminho que ficou incógnito

P’ra ver os seus amigos em esforço titânico

Subir a Mizarela p’ra chegar ao pórtico.



Viu sorrisos nos lábios como justos prémios

E prometeu voltar numa promessa válida

Quando ele tiver feito o seu trabalho físico.



Viu rochas parideiras dando à luz seus óvulos…



0 comments:

Post a Comment

 
Copyright © Social-News-Daily-cidadaodecorrida Blogger Theme by BloggerThemes & newwpthemes Sponsored by Internet Entrepreneur
ban nha mat pho ha noi bán nhà mặt phố hà nội