Amanhã, 21,00H Lisboa vai ser palco de uma corrida nova, desta feita, sob a égide da Federação Portuguesa de Atletismo ( ! ) O ponto de exclamação, todos sabem a que se deve: é que a FPA demorou muitos anos a tomar consciência do crescimento do Atletismo fora das pistas. Felizmente que a nova "gerência", empossada à coisa de um ano, abriu os olhos para esta realidade e parece abrir as portas ao "Atletismo de Rua", aquele que move multidões; em que apenas um ou outro competirá ao mais alto nível; aquela Corrida em que alguém há-de chegar na frente, mas ninguém sente que a perdeu; em que a grande vitória é satisfação de poder correr, o convívio aqui, ali, mais além...
Embora feliz com esta iniciativa da FPA, fica no ar uma pergunta : - Terá isto a ver com a escassez de atletas capazes de grandes marcas, que obriga os dirigentes a olhar à sua volta, dando conta que há vida para além dos estádios ?
Mas com o calendário repleto de provas, a que se juntaram as de Trilhos, que não são poucas, vão surgindo as nocturnas, disse bem: nocturnas. Daí ter ficado um bocadinho triste com o nome que deram a esta Corrida: "Night Run Lisboa". Haveria necessidade? Não tínhamos, por exemplo, um nome bem mais castiço e também internacionalmente conhecido:
Lisboa adormeceu, já se acenderam
Mil velas nos altares das colinas
Guitarras pouco a pouco emudeceram
Cerraram-se as janelas pequeninas
Mil velas nos altares das colinas
Guitarras pouco a pouco emudeceram
Cerraram-se as janelas pequeninas
Lisboa forme um sono repousado
Nos braços voluptuosos do seu Tejo
Cobriu-a a colcha azul do céu estrelado
E a brisa veio, a medo, dar-lhe um beijo
Nos braços voluptuosos do seu Tejo
Cobriu-a a colcha azul do céu estrelado
E a brisa veio, a medo, dar-lhe um beijo
Lisboa
Andou de lado em lado
Foi ver uma toirada
Depois bailou... bebeu...
Lisboa
Ouviu cantar o fado
Rompia a madrugada
Quando ela adormeceu
Andou de lado em lado
Foi ver uma toirada
Depois bailou... bebeu...
Lisboa
Ouviu cantar o fado
Rompia a madrugada
Quando ela adormeceu
Lisboa não parou a noite inteira
Boémia, estouvanada, mas bairrista
Foi à sardinha assada lá na Feira
E à segunda sessão duma revista
Boémia, estouvanada, mas bairrista
Foi à sardinha assada lá na Feira
E à segunda sessão duma revista
Dali pró Bairro Alto então galgou
No céu a lua cheia refulgia
Ouviu cantar a Amália e então sonhou
Que era a saudade aquela voz que ouvia
No céu a lua cheia refulgia
Ouviu cantar a Amália e então sonhou
Que era a saudade aquela voz que ouvia
Em contrapartida na Maratona do Porto, vamos ter, mais uma vez, O FADO. Quando uns não querem...

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