UTNLO - Foi "canja"


Ele tinha acabado a sua esforçada prova e entra, triunfante, no terreiro da chegada. A sua satisfação era grande, pois tinha conseguido concluir aquilo a que se tinha proposto. Queria comer de tudo o que estava em cima da mesa… mas primeiro  teria que acalmar aquele frenesim que sentia no bucho. Acalmou e vai direitinho ao caldeirão da canja que fumegava de quentinha, num saboroso contraste com o frio da roupa molhada. Pediu só meia tigela, ainda pouco confiante no sucesso de tão apetecida refeição. Delícia! Foi pedir mais e foi sentar-se calmamente no murete de pedra, apreciando o agradável sabor de cada colherada. Terminou e continuou sentado ali no mesmo sítio, refazendo mentalmente algumas passagens desta aventura. Notou que a nitidez das coisas lhe fugia, mas não se assustou, pois seria mais um episódio fugaz justificado pelo esforço. Mas desta vez, estava a demorar a passar. Fechou os olhos, para mostrar que tinha tudo sob controlo, mas só voltou a abri-los quando foi acordado por gente amiga. Foi então que viu que estava deitado no chão! Achou estranho, mas levantou-se com uma enorme sensação de bem estar, como se tivesse acabado de dormir uma boa soneca. Mas viu logo que tinha causado a preocupação de quem o rodeava e, sem querer, estava a ser protagonista de outro “espectáculo”. Pelo seu pé, é conduzido para um local onde o acomodassem melhor, deitando-o e cobrindo-o com uma manta, com as pernas mais altas que a cabeça, para que a gravidade favorecesse um maior afluxo de sangue à “cabeça com pouco juízo”! E aí esteve alguns minutos a recuperar. Troca a camisola molhada por uma seca, toma um chá quentinho, agradece os cuidados, despede-se e vai embora.

Começou a sentir saudades logo que saiu do castelo .

Vá-se lá explicar estas coisas!

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