12ª Meia Maratona de Portugal

Foto do Joaquim Adelino


Chapéus há muitos!...


A multidão acomodava-se conforme podia, sobre o tabuleiro da Ponte. Havia quem se sentasse e quem se mantivesse de pé por não poder fazer o mesmo. Outros que estavam sentados, levantavam-se de repente porque se aproximavam, serpenteando, as “efluências” mictóricas dos aflitos menos escrupulosos, contra o separador. Mesmo com casas de banho abundantes, a uma dada altura não se consegue lá chegar.

Ainda falta meia hora. O sol começa a aquecer. Eu, que tinha hesitado em aceitar um dos chapéus que estavam a distribuir à entrada do autocarro, dei por bem acertada a decisão de o trazer comigo, pois foi a grande protecção que senti naquele looongo período que antecedeu a partida. É verdade que chapéus há muitos, mas eu só queria um e tive-o. Fico-te a dever esta, “Vodafone”.


E agora vou, outra vez,” bater no ceguinho”:


A ponte é para ligar as margens, certo? Certo!

O sentido de se usar uma ponte para fazer uma Corrida é que, se ligue as margens do rio, correndo na ponte.

Fazer só 3 Km em cima da ponte deixa alguma insatisfação, quando ainda sobram 18 para se correr, quilómetros esses que poderiam ter um aproveitamento  paisagístico muito mais rico.

Por isso:


"Se a partida dali nos sabe a pouco


Que nos façam partir lá pr’o Samouco."


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