| Foto do Joaquim Adelino |
Chapéus há muitos!...
A multidão acomodava-se conforme podia, sobre o tabuleiro da Ponte. Havia quem se sentasse e quem se mantivesse de pé por não poder fazer o mesmo. Outros que estavam sentados, levantavam-se de repente porque se aproximavam, serpenteando, as “efluências” mictóricas dos aflitos menos escrupulosos, contra o separador. Mesmo com casas de banho abundantes, a uma dada altura não se consegue lá chegar.
Ainda falta meia hora. O sol começa a aquecer. Eu, que tinha hesitado em aceitar um dos chapéus que estavam a distribuir à entrada do autocarro, dei por bem acertada a decisão de o trazer comigo, pois foi a grande protecção que senti naquele looongo período que antecedeu a partida. É verdade que chapéus há muitos, mas eu só queria um e tive-o. Fico-te a dever esta, “Vodafone”.
E agora vou, outra vez,” bater no ceguinho”:
A ponte é para ligar as margens, certo? Certo!
O sentido de se usar uma ponte para fazer uma Corrida é que, se ligue as margens do rio, correndo na ponte.
Por isso:
"Se a partida dali nos sabe a pouco
Que nos façam partir lá pr’o Samouco."
0 comments:
Post a Comment