| Ai que saudades, ai...ai! (fotos Tudo Nice 2009) |
O pretexto já se sabe: falta de verbas. Mas será que alguém – com poder de decisão - pensou que, não havendo dinheiro para se fazer uma prova faustosa (como nas últimas edições) se poderia fazer uma prova à medida do pouco que se conseguisse? Quem é que de nós exigiu prémios? Quem é que de nós não estaria disposto a pagar apenas para que nos fosse assegurado o “serviço mínimo” (policiamento, seguro, classificações)? Não pode haver tenda? Não pode haver autocarros? Pois que não haja. Ficaremos mais dependentes de nós próprios e de nos organizarmos em grupo. Então e… não seremos capazes? Foi assim durante mais de 15 anos.
Bem sei que quem tem a responsabilidade de gerir um orçamento mais limitado, se vê na obrigação de fazer opções de acordo com a sua sensibilidade para o que considera de maior interesse público. Mas ter-se partido do pressuposto que o GP Fim da Europa era uma Prova dispendiosa não foi correcto.
O GP Fim da Europa foi uma criação da Câmara de Sintra e que a Câmara demorou a investir nela transformando-a naquilo que ele é hoje. Como é que a mesma Câmara que colocou a prova “lá em cima” a tenha derrubado de forma tão abrupta? A responsabilidade da criação vai mais longe que a responsabilidade do criador, pois a envolvência de tanta gente no sucesso alcançado, mereceria outra consideração por parte da edilidade.
Aquilo que se quer é muito simples : podermos correr entre Sintra e o Cabo da Roca ! E isso, seja como for, vai acontecer. Mas ficarei triste se a Câmara ficar de fora do processo, pois ninguém poderá evitar que se transforme a iniciativa (com centenas de corredores) numa jornada de protesto.
Mesmo sem ter sido mandatado, continuarei até à última, a diligenciar para que não se deite fora uma obra que demorou muitos anos a construir e que mostra aos participantes o que Sintra tem de melhor para mostrar. Promover Sintra não passará por aí?
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