Senhor Presidente




Das coisas que é mais comum ouvir-se nos dias que correm -sim, os dias também “correm”, não somos só nós - é que “isto está mau”, “ninguém põe mão nisto”, ” é tudo a sacar”, “fomos enganados”, “o mais pequeno é que está sempre lixado”, etc,etc,etc. São expressões indignas e muito pouco abonatórias, ique se dizem no nosso Portugal democrático.


Não quero meter-me nestas questões, num espaço que é, sobretudo, destinado à Corrida mas que também não pretende esquecer a Cidadania.

O que é facto é que “ninguém” se sente responsável pela situação a que chegámos, nem mesmo aqueles que foram pagos a preço de ouro, para usar das suas “conhecidas competências”, para dirigir os nossos destinos e não nos deixar “resvalar para a valeta”.

Não conseguiram e ainda dizem que sem eles isto estaria bem pior.

A nós, míseros cidadãos deste cantinho, apenas compete legitimar –ou não – os poderes dos nossos comandantes. Com o Voto.

Temos seis à escolha. Uns com experiência –muita experiência(!) - no comando e que dizem que devemos confiar neles. Outros sem experiência, mas com propostas, que também dizem que podemos confiar neles.

O voto é mesmo uma questão de fé. Acreditamos neste ou naquele candidato. Cabe-nos avaliar o que cada um conseguirá fazer por nós.

Devemos votar, por muita que seja a descrença. É a vez de sermos nós a falar neste “contrato” que temos com a democracia. Como nos casamentos, é o momento de se fazer a pergunta :

-“Se há aqui alguém que não quer o candidato X em Belém, que fale agora ou que se cale para sempre”.

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