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Serpenteando vamos serra acima
Deixando para trás o real paço
Correndo c’um prazer que nos anima
Nesta luta feroz contra o cansaço.
Sem temer as agruras do mau clima
(Que ainda nos põe mais força em cada passo)
Rumamos sem que nada nos esmoreça
P´ra onde “acaba a terra e o mar começa”.
E na estrada da serra verdejante
Por paredes de musgo ladeada
Mais de seiscentas almas, de rompante
Deram vida à calmaria desta estrada.
Com passo bem ritmado e ofegantes
Tínhamos de manter a voz calada,
Para depois, numa descida louca
Chegarmos todos ao Cabo da Roca.
… Depois, há os que têm justos prémios
E o meu foi uma terrível dor nos gémeos.
Abraço


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