| Com o Mário Gomes (Os "Açoreanos" prontos para a função) |
| A fantástica claque |
| Tudo vai bem (ainda no início...) |
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| Aos 10 (na Ponte de la Barqueta) |
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| Aos 32 (sorriso já...fingido) |
Sai-se do estádio e apanha-se a D. Carlos III, extensa avenida em que as faixas ficam repletas de corredores em quase toda a sua extensão, num ir e voltar, onde cada um dos corredores pode ver bem a dimensão humana desta Maratona. O 1º abastecimento, dos 5km, ainda é nesta avenida. Olho para o relógio. Estava com cerca de 30 segundos de avanço dos 25 minutos e isso daria um tempo final muito abaixo das 3,30. Impossível. Este andamento era excessivo e tinha de ser refreado, embora soubesse que ele era consequência de ter saído muito na frente. Abrando. No parque de Alamillo, por volta dos 8 km ia incomodado, pois bastou vir-me à cabeça que precisava aliviar a bexiga, para que isso já não me largasse. Não é que estivesse muito aflito, mas o melhor era arrumar já a questão. Era só escolher uma árvore.
Recomposto da paragem, que também serviu para não notar que tinha metido outro ritmo, passo aos 10 na Ponte de La Barqueta, onde havia novo abastecimento, com 49 minutos. Mau, afinal, não reduzi nada! Continuava a andar abaixo dos 5/km. A continuar assim, dentro de pouco tempo e tendo em conta a preparação feita, estaria a dar o estouro. “Levanto o pé” ainda por vontade própria (que é sempre melhor do que por não poder). Nova chatice: a tripa não vai bem e obriga-me a “encolher” e a sentir-me desconfortável. 15Km: 1,14,30. Já estava mais de acordo, mas ainda acima do que devia. Não custou a adivinhar que, na próxima contagem, toda a vantagem se iria embora, pois o desconforto intestinal travava-me. Não podia ser. Abastecimento dos 17,5: vejo uma casa de banho atrás dos voluntários e decido fazer um desvio. Foram 3 minutinhos sacrificados (podia ter sido menos, mas para ficar mais descansado…) mas que valeram a pena, pois retomo um andamento agradável. Meia Maratona: quase 1,49.
Ora, descontando os 3 minutos e o abrandamento que tinha colocado, ainda ia muito bem e agora, com o espírito (e o físico) menos desgastado. Por volta dos 22km, vejo à minha frente, dobradinha em 4, uma nota de 10€(!). Será? Confirmo e, claro, apanhei-a, ai não! Mostrei-a ao atleta que ia mais perto de mim e disse-lhe :”- já ganhei o prémio!” e ele respondeu numa espanholada qualquer que não entendi bem, mas que interpretei que era qualquer coisa parecida como:.- “bueno, haverá mais?’!
Estava na altura de “meter” gel, para aproveitar a água dos 22,5 e vou esvaziando aos poucos a embalagem até perto dos 30Km. Subi bem aquela enorme recta que começa aos 29, onde, habitualmente, costumo sentir uma forte quebra. 30Km: 2,35 mas já não me preocupava com o tempo, quer ele fosse rápido ou lento. A mente –e isto é errado - começava a centrar-se na chegada. Aos 32, novo gel. Este não me caiu nada bem ! fiquei nauseado e tive de me pôr a passo, durante uns 20metros à espera que passasse. Demorou a estabilizar, mesmo depois de recomeçar a corrida, mas lá fui encontrando o meu ritmo, que ia sendo fortalecido por ir ultrapassando muitos corredores que iam bem pior que eu. Entrada no Parque. Só faltam 3. Está feita. Encho-me de genica e lá vou, decidido a não abrandar, verificando depois que fiz os últimos km ao ritmo dos primeiros. Aquela emocionante entrada no Estádio, a marca dos 42, mais uns metros e… está feita 3,40,45, a uma média de 5,14/Km.
Se clicarem e escreverem "2545", verão o meu ondulante desempenho .
Segue-se o ritual da toalhinha pelos ombros e a palavra de felicitações pelas simpáticas voluntárias; a retirada do chip; a água, as laranjas; a medalha; o saco do reforço alimentar; o guarda-roupa; o banho; a cervejinha; a passagem pelo estádio, vendo alguns que ainda iam chegando.
Estava a levantar-se vento. O excelente tempo que fez durante a prova ia mudar, para dar lugar à chuva, conforme as previsões.





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