XXII Grande Prémio Fim da Europa
Com a conversa, esqueci-me de falar na minha Prova.
Cheguei cedo à Volta do Duche. Ainda não eram 8h e fiquei a lembrar-me do grupo de amigos que a essa mesma hora estaria a iniciar o percurso em sentido inverso, para depois, repetir o trajecto. Ainda não me sentia em condições de o fazer, até porque é preciso uma grande dose de força anímica isso.
Houve tempo para a conversa, para “saborear” o ambiente, tomar um cafezinho no bar do costume, receber o dorsal das mãos dos colegas da ACB, procurar, em vão, “uma certa personagem “ que, ainda não foi desta que conheci.
Posicionei-me a cerca de 15m do pórtico e aguardei pelo tiro da partida. Tive o prazer de conhecer pessoalmente o João Lima e fiquei à conversa com os meus companheiros Pedro Burguete e Fernando Celestino, sobre as próximas aventuras.
Deram o tiro e aquele “concentrado” de gente começou “estender-se” e a salpicar de cor e de energia, aquela estrada íngreme, sinuosa e bela que foi fonte de inspiração para muita gente.
Subi, cautelosamente, sem me preocupar com o tempo. Até nem levava relógio.
Os quilómetros iam-se sucedendo. Abastecimento por volta dos 4; entroncamento próximo dos 9. Vira-se à direita. A partir dali a ordem era restabelecer a respiração, mesmo que fosse preciso abrandar. Novo abastecimento. A qualquer altura, após uma curva, surgiria a monstruosa subida dos 10Km. Era preciso enfrentá-la sem medos. Ela aí está: passo menos amplo para conseguir manter o ritmo, concentração no controlo da respiração com a passada. Aqueles 300 ou 400m estavam conquistados. A partir dali era o “desengonçar de braços” e preparar as pernas para outra realidade: a descida louca. Agora, a duração do contacto dos pés com o chão tinha que ser tão curta quanto possível e a passada aquela que as pernas conseguissem alcançar… de forma sustentada.
Maldito atacador! Obrigou-me a perder uns segundos e a quebrar o ritmo. Lá recomecei, mas não era a mesma coisa. Lá estava o farol, o pórtico e a tenda.
Dão-me a medalha, um saco com lanche, vou ao chá. Encaminho-me para a zona das mochilas e rapidamente me devolvem a minha. Cá fora, enxugo o suor, visto o fato de treino e entro num dos autocarros que aguardava o momento certo para me trazer a Sintra.
Logo que o “fluxo” de atletas abrandou, os autocarros saíram e, pouco tempo depois estava em Sintra.
Vim a saber, que o meu tempo foi melhor que no ano transacto em cerca de um minuto, situando-se na casa da 1,20 (chip) 1,21 (t. oficial). Bem bom. Soube também que a minha colega da ACB, Lúcia Oliveira , que chegou bem antes de mim, subiu ao pódim.
Parabéns, Lúcia.
E pronto. Cai o pano sobre esta bela prova que, sem dúvida alguma, é a Grande Prova do Concelho de Sintra. De parabéns está também a Câmara Municipal e todos aqueles que se empenharam para que ela atingisse o sucesso que todos lhe reconheceram. Assim dá graça ser sintrense.
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