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| Com o Nuno Tempera, Nuno Marques, Álvaro Pinto e Cristina Marques Caldeira (que não vieram para "conjurar", mas para correr a 28ª Maratona de Sevilha) |
Desta vez, como tem acontecido nos últimos anos, viajei no autocarro do Mundo da Corrida. É prático e sai barato, se compararmos com a viagem feita em viatura própria, como acontecia dantes. Por outro lado, vai-se rodeado de amigos da Corrida, com quem se partilham experiências e o tempo passa melhor.
O facto de a Federação de Atletismo Espanhola ter considerado Sevilha como a melhor maratona de Espanha, premeia, com justiça, todos aqueles que se têm empenhado em fazê-la crescer sem que tenha perdido qualidades.
Em Espanha, para além desta maratona, apenas conheço as de Madrid e de Badajoz. Confesso que achava que Madrid, em número de participantes, qualidade organizativa, feira do corredor, apoio popular e animação de rua, era superior a Sevilha. Porém, tem perdido alguns pontos na minha apreciação, nomeadamente com a inclusão de uma prova de 10Km em simultâneo (para ter mais gente?) que lhe retira a genuinidade. Também a animação de rua tem sido reduzida, tal como em Sevilha), mas tem uma altimetria menos propícia a grandes marcas numa prova de Maratona. Em Sevilha os corredores são pessoas, enquanto que em Madrid são números.
Bom…mas isso sou eu já a fazer comparações que ninguém me encomendou. Poderei fazê-las noutra altura, mas o que quero dizer é que, presentemente, Sevilha merece o título. Parabéns.
Dizia eu que, estamos ali rodeados de portugueses, alguns que são habitués daquela Prova, outros que vão experimentar e ficam, desde logo, fregueses. Há uma magia qualquer que cativa as pessoas e não me espanta que, no próximo ano, em vez de 230 sejam 500 os tugas que rumarão à Andaluzia.
Depois da Maratona, à saída do Estádio, encontro amigos com quem, há poucas semanas, tinha dividido algumas das preocupações do Treino Fim da Europa: o Nuno Marques, a Cristina Marques Caldeira, o Nuno Tempera, o Álvaro Pinto como se tivéssemos transferido para ali o “gabinete de crise” dos “conjurados/realizados”. Dizia-me o N.Tempera que ficou um bocadinho traumatizado com a maratona, que ainda não estava bem preparado para a distância e que tão depressa não se metia noutra. Isto foi o que ele disse a seguir à prova. Hoje já escreveu em vários sítios que se sente encantado com a experiência! Foi só deixar pousar a poeira, eheh. Ganda Nuno, a Maratona é um Mundo onde quem lá entra não tem vontade nenhuma de sair. O Vídeo da minha chegada, aqui, aos 3,45,05.

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