3ª Corrida de S. Silvestre de Lisboa - Opinião

A minha chegada com o trio Tandur (António Almeida,Vitor Veloso e Filipe Fidalgo)

Tal como já disse, gostei, em termos gerais desta Prova. É bom que Lisboa, consiga atrair tanta gente para correr, num cenário, tão bem ornamentado pelas luzes de Natal.

Também acho interessante que as atletas de elite partam com um avanço calculado para equilibrar a sua participação com a dos homens e possibilitar-lhes que seja uma mulher a chegar primeiro à meta, beneficiando dos justos aplausos do público e não estarem permanentemente sujeitas a passarem despercebidas (ou então, a que a organização chame a atenção para o facto de ” estar a chegar a 1ª atleta feminina”) no meio de um pelotão masculino. Parabéns à “nossa menina de ouro” Jéssica Augusto, que revalidou o título conquistado no ano transacto. O nome que deram a isso, de “Guerra dos Sexos” é que não me parece o mais feliz, mas…

Hermano Ferreira, apesar de estar próximo, não conseguiu neutralizar a vantagem por alguns segundos.

Gostei também que houvesse a oportunidade para que os pequeninos pudessem participar na Festa.

Gostei muito do local da chegada, com o Arco da Rua Augusta a enquadrar o pórtico da chegada e com a imponente estátua de D. José e o seu cavalo a servir-lhe de fundo.

Gostei do percurso, ainda que, nalguns pontos o piso não estivesse em muito bom estado e mal iluminado (R. Ribeira das Naus), mas a Avenida da Liberdade assim iluminada e repleta de corredores é um espectáculo indescritível.

Não gostei do local da partida. Numa prova que se dizia com 8000 (5000+3000) nunca poderia haver uma curva de 90º a 50m ! Claro que isto constituiu um forte obstáculo a uma saída rápida. Em minha opinião, o local ideal para a partida, seria na Avenida da Liberdade, lá para os lados do Marquês de Pombal. Aí sim, havia espaço para uma partida rápida e livre.

Não gostei do controlo no acesso às zonas de tempos. Não que tivesse sido prejudicado, pois sem querer, entrei numa cancela aberta e quando dei por isso, estava na zona dos sub40, embora soubesse que não faria menos de 45. Mas soube de muitos atletas que repararam que, nessa zona estava gente dos 3km ou lentos que, obviamente, levava encontrões, sujeitando-se a magoarem-se e a provocar que outros se magoassem. Torna-se imprescindível o uso de pulseiras e um serviço de “portaria” eficaz. Na Corrida do Tejo –honra lhe seja feita – esta parte funcionou bem nas vezes que lá estive.

Não gostei do abastecimento. Foi feito de uma forma tímida, em local pouco visível. Valeu o facto de a temperatura baixa não convidar muito a beber água e a prova ter apenas 10km. Muitos atletas, mas mesmo muitos, não terão tido a possibilidade de deitar a mão a uma garrafinha de água, pois ainda por cima, só havia água do lado esquerdo. Quem fosse pelo outro lado, tinha que ir “fazendo a diagonal” com cuidado e, quando lá chegasse, já não havia ninguém a dá-la.

O crescimento que esta Prova teve de 2009 para 2010, revela que Lisboa tem potencial para uma Corrida de S. Silvestre de grande nível (tem sido a mais participada do País). No entanto, não me parece moralmente correcto que a conquista desse estatuto, lhe permita marcar a próxima edição para 31 de Dezembro, a data que, pela tradição de 36 edições sempre pertenceu à S. Silvestre da Amadora, ali a dois passos. Saliento que nunca fiz a prova da Amadora, enquanto que fiz as 3 edições já realizadas desta de Lisboa. Mas acho que, antes de anunciarem esta data, seria de bom tom “concertá-la” com Amadora. Obviamente que, se isso foi feito, retiro o que disse e peço desculpa.

Por último, quero felicitar a Organização por esta magnífica prova, pois com os reparos que fiz pretendo apenas contribuir para que possa melhorar o que já tem um grande nível. É claro que só fará caso de mim, quem quiser .



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