Se há coisas que têm merecido aprofundados estudos, têm sido os sapatos de corrida, para que os nossos pés fiquem o mais confortavelmente possível, enquanto corremos. Grandes marcas têm feito enormes investimentos nessa procura e, diga-se, estão constantemente a surgir novos modelos que trazem qualquer coisa de novo aos anteriores. Sapatos mais leves ou mais pesados, com mais ou menos amortecimento, com maior ou menor controlo da pronação, etc.etc.etc. Tudo, com bases científicas, que ninguém põe em causa.
Surgiu, porém, agora, um outro ponto de vista, que promete virar tudo do avesso. É que se constatou que uma grande parte dos atletas que se lesionam, usam sapatos da gama alta, logo, dos mais caros, e que, supostamente, deveriam dar maior protecção aos pés! Então, a que conclusão se chegou? Que aqueles que correm descalços, ou com sapatos que proporcionem ao pé, um contacto o mais parecido possível com o do solo, não se lesionam. Porquê? Porque o próprio pé, acciona automaticamente os mecanismos que fortalecem os tendões e as estruturas ligamentares. Esse fortalecimento natural fica impedido se se atribuir ao sapato tal função!
Claro que este novo conceito colide com aquilo que nos tem sido “vendido”, ou seja, que não devemos correr mais de 800/1000Km com os mesmos sapatos (pois o desgaste retira-lhe as capacidades iniciais) defendendo que quanto mais gasto estiver o sapato, mais o impacto do pé no solo se assemelha ao de descalço.
Ora, para quem se interessar pelo artigo completo, recomendo o último número da Revista Atletismo (Suplemento do Mundo da Corrida) e fiquem intrigados como eu fiquei. A menos que eu não tenha entendido nada do que li.
“Portantos”, meus amigos, se já tinham posto de lado os vossos sapatinhos que já cumpriram a sua obrigação, não o façam já. Em nome do reforço das estruturas que sustentam o pé e da "sustentabilidade" da...carteira. Mas leiam…leiam o tal artigo.

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